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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Guarda-chuva


Eu não resisto, sempre que vejo um guarda-chuva, preciso fotografá-lo. Muitas vezes ele é o teto de alguém, protegendo, sendo útil; Mas eu o prefiro assim, aberto no chão, sozinho. Não resisto a essa presença silenciosa. Por que será? Talvez porque, quando largado num canto, ele deixe de ser apenas um objeto útil e passe a ter uma hitória própria.

Eu o acho mais bonito assim, nesse "abandono". Será que a beleza que me atrai mora naquilo que sobra depois da chuva? Não sei explicar o porquê, e talvez a verdade seja que eu nunca saberei. É uma atração que não passa pela lógica, apenas pelo sentir.

Ali no chão, molhado e sem ninguém por perto, ele é mais do que um sinal de chuva recente. É a imagem pura de algo que serviu, que cumpriu sua missão de proteger, e agora está ali, exausto, apenas secando à espera de uma nova oportunidade de ser abrigo.

14 de Setembro de 2026.