Curtir no Facebook

facebook

sábado, 28 de novembro de 2009

Cicatrizes

Parece que o pior já passou. Estou pronto para seguir o meu caminho e carrego comigo mais uma cicatriz.

A vida sempre nos deixa marcas, algumas físicas, outras na alma. São as testemunhas de nossas experiências, dos nossos combates e também fazem parte da nossa recompensa. Valoriza nossas vitórias.

Elas estão ali para nos lembrar os combates, as batalhas que a vida nos impõe. O fato de vê-las (ou senti-las) nos indica que sobrevivemos, que conquistamos nosso caminho e são elas que nos farão continuar.

28 de novembro de 2009.

sábado, 21 de novembro de 2009

Prioridades


Às vezes parece que o nosso mundo desaba. Que nos tiraram o chão. Foi exatamente o que senti quando fraturei o fêmur. Por alguns momentos fiquei desesperado. Como cumpriria meus compromissos, tocaria meus negócios, pagaria minhas contas?

Respirei fundo e ainda na maca, esperando a transferência para quarto, comecei a refletir e definir minhas prioridades:

1ª - Não pense mais no acidente, não se culpe por nada, o fato já ocorreu, você já foi socorrido, já está no hospital, pense no amanhã;

2ª - Pense na sua recuperação, cuide-se, prepare-se para cirurgia, avise os amigos;

3ª - Eu estou fisicamente incapacitado, mas tenho família, amigos, colegas de trabalho. Pelo celular passei algumas instruções, pedi alguns favores, adiei compromissos;

Fica a lição para quando o mundo desabar: Esqueça o que não tem mais concerto, priorize a vida, conte com a família e os amigos.

21 de novembro de 2009.

sábado, 14 de novembro de 2009

Apoio

Pela terceira vez em minha vida perdi minha condição de bípede. Mais uma vez necessito de muletas para me locomover. Pelo menos a experiência ajuda e hoje as muletas de alumínio são bem mais leves e confortáveis que antes. Na verdade, gosto delas. Elas me lembram que preciso ser humilde.

Entretanto, o verdadeiro apoio, como sempre, veio de meus amigos e familiares. Foram tantos telefonemas, visitas, mensagens. Tanta gente, alguns que nem conheço ou vi, mandaram o apoio que eu tanto necessitava para continuar minha batalha.

Na verdade, eu sempre precisei de apoio para caminhar, para fazer o meu caminho. Minhas muletas sempre foram e sempre serão as pessoas ao meu lado, minha família, meus amigos, meus colegas e companheiros.

Sem vocês eu não caminharia.

Obrigado.

14 de novembro de 2009.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sobre a dor


No último domingo fraturei o colo do fêmur. A dor é quase insuportável. Agora estou bem, operei, coloquei pinos e parafusos e estou, aos poucos me recuperando. Porém, a dor persisti e sei que ela demorará um pouco para desaparecer, mas também sei que ela faz parte do processo de recuperação e que, dentro de meus limites, tenho que lutar contra ela, vencendo-a pouco a pouco, movimento a movimento, até recuperar todos os movimentos da perna. Se eu me entregar a dor e ficar numa posição confortável, corro o sério risco de ficar atrofiado.

Sabe, no milagre do dia-a-dia, sofremos vários tipos de dor e não é só a física, mas, aquela que, dependendo da situação, é ainda pior. É a dor que vem da alma.

Com certeza, em algum momento de nossa vida nós também a sentiremos. Pode ser uma saudade, uma desilusão, uma perda e até pode aparecer sem nenhum motivo aparente. Porém, como no meu caso de recuperação, precisamos enfrentá-la, fazer com que ela passe. Ela é a prova que ainda se vive. Agora, se nos acomodarmos ou se procurarmos "uma posição confortável" para não senti-la, correremos o risco de não sentir nada, nem dores nem alegrias. Talvez isso seja o fim.

07 de Novembro de 2009