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domingo, 30 de agosto de 2015

Óculos

Há algum tempo tenho sentido dificuldades em ler. Tudo ficava meio enuviado, embaçado, tinha de apertar os olhos para identificar as letras e palavras. Receitas, caixas de remédios e as famosas “precauções” já não enxergava nem apertando os olhos.

Adiei bastante a visita ao oftalmologista, pois, tirando esta dificuldade em ler letras pequenas ou em lugares de pouca luminosidade, eu ainda enxergava bem. Via o horizonte, não me atrapalhava caminhar e dirigir ou reconhecer as pessoas.

Peguei meus óculos nessa segunda-feira e me surpreendi com a diferença, agora eu vejo e leio tudo, não importa o tamanho da letra e, quando achava que faltava iluminação, na verdade, faltava visão. Agora as letras são grandes, ampliadas e nítidas.

Instrumentos legais os meus óculos, ampliaram minha visão para perto. O longe? Ainda não preciso de óculos prá isso, mas sei que o amor também aumenta a visão e os horizontes.

30 de Agosto de 2015.

domingo, 23 de agosto de 2015

Reação

Parece que faltou algo na última publicação (Embaraço). Em tempo, vamos lá. Eu sempre fui uma criança muito tímida e insegura. Os primeiros dias de aula para mim sempre foram uma tortura. E quando acontecia de ter de ir para uma turma diferente, falar meu nome (talvez o mais difícil, pois a maioria das crianças nem conseguiam pronunciar e alguns professores, idem), de onde vim etc., tudo isso causava dor e angústia.

Naquele dia, como em todos os outros, eu queria passar despercebido, torcia pra ninguém me ver, para não me perguntarem nada.

Enquanto eu reagia, deixando de fazer uma lição que sabia fazer, mentir quando era evidente que seria descoberto, mais atenção sobre mim eu chamava. E culminou no que aconteceu, e, ao contrário do que falei no texto anterior, eu lembro muito bem da dor, do desespero, dos olhos cheios de lágrimas, o nó na garganta que me sufocava, o riso das crianças que me causaram vertigens.

Sim. Eu reagi. Eu sabia fazer e não quis fazer. Tive a oportunidade de falar que não tinha feito a atividade mas, reagi novamente, chamando mais a atenção para mim.

O certo era eu ter feito a tal da redação, eu teria me saído bem, e a única frustração que eu teria tido era que, com certeza, a professora não teria pedido para eu a ler.

23 de Agosto de 2015.

domingo, 16 de agosto de 2015

Embaraço

Quando estava na segunda série (do antigo ensino fundamental, lá nos idos de 1977), a professora faltou e a turma foi dividida entre outras classes, assim, tivemos aula com outra professora e outras crianças. Claro que preferia ter ido embora, mas, fui obrigado a ficar na sala e a professora passou uma redação como atividade para sua turma e para seus novos agregados.

Eu, entre a rebeldia, a preguiça e meu pensamento reativo: “- essa professora nunca vai ver o caderno de um aluno de outra turma!”, resolvi não fazer a redação.

Depois de um tempo, a tal professora começou pedir que os alunos lessem as redações e, nesse momento, confesso que comecei a suar frio.

E não é que a tal professora pediu para eu ler a minha?!

Reagi novamente: Levantei, peguei o meu caderno e, fingindo estar lendo, comecei a contar uma historia coerente com o tema pedido em aula. Tudo ia muito bem (acho que já nem suava mais) até que um menino que sentava atrás de mim, me denunciou: “-O caderno não tem nada escrito, professora!”.

Todo mundo riu, a professora verificou e comprovou a denúncia. E eu não sabia onde me esconder de vergonha. Até a professora riu também e ainda completou dizendo que minha “redação” estava “indo tão bem...”.

A vergonha foi tanta que o meu inconsciente deve ter apagado as consequências do ato, juro que não lembro o que houve depois, mas, passou. Eu devo ter escrito a história que fingia ler, mostrei a professora, ela aceitou e acabou ai.

16 de Agosto de 2015.

domingo, 9 de agosto de 2015

Memória cheia

Ah! Esses tempos de WhatsApp! Recebo tanta mensagem, fotos, vídeos e áudios que, na maioria eu nem consigo ver, mas, se acumulam em meu aparelho de celular. Na correria do dia-a-dia, esqueço-me de limpar todo esse acúmulo de coisas que não vi, que não me interessam e que não me acrescentam, mas, elas ficam lá, deixando o meu celular lento, e, na hora que eu mais preciso dele, ele trava.

Quase diariamente eu apago tudo. Só assim ele funcionará bem, responderá minhas necessidades quando precisar, sem falar que será muito mais fácil encontrar uma foto que eu realmente tenha guardado.

Já pararam para pensar que guardamos muito lixo em nossa mente? Remorsos, culpas, coisas guardadas para abastecer nosso ego. Aí não dormimos direito, não pensamos direito, não agimos direito, não encontramos o que é necessário e, pior, travamos.

Limpe sua mente constantemente.

09 de Agosto de 2015

domingo, 2 de agosto de 2015

Vitamina D

Cientistas estão provando que o grande aumento de certas doenças como depressão, osteoporose, câncer da próstata e da mama, doenças cardíacas, diabetes e obesidade estão ligadas a falta da vitamina D.

Para evitar a falta de vitamina D basta tomar Sol. Então, como a população de um país tropical como Brasil, que tem Sol o ano inteiro, pode sofrer com a falta dela?

A vida moderna nos obriga a ficarmos dentro dos escritórios praticamente o dia inteiro e, nos poucos momentos que podemos usufruir do Sol, nos lambuzamos com protetores e bloqueadores solares, chapéus e roupas que cobrem pernas e braços.

Mais uma vez, filtros e bloqueadores de luz, são usados para nos proteger e às vezes causam um dano maior.

02 de Agosto de 2013.