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domingo, 28 de outubro de 2012

Afundar


Só tinha um motivo na minha infância para que eu gostasse de ir em feiras-livres com minha mãe. A última barraca era uma que vendia sucos engarrafados em embalagens plásticas na forma de brinquedos, que ela sempre separava uns trocados para comprar.

Eu sempre escolhia uma lancha ou navio, tomava logo o suco, que nem era tão bom assim, e já ia brincar.

Se ele afundava? Não, nem toda a água do planeta o afundaria, pois eu dava um jeito de vedá-lo novamente e assim, flutuava sem riscos de naufrágios.

Como no caso do meu brinquedo, tento blindar minha mente contra a negatividade, impedindo que ela me invada e me afunde em tristeza e angústia.

28 de Outubro de 2012.

domingo, 21 de outubro de 2012

Viagem



Um dia eu vou escrever sobre viagem. Talvez eu precise fazer algumas também, para ter assunto. Brincadeiras à parte, é lógico que já viajei e é lógico que, como em toda viagem, tenho muita coisa prá contar.

Boa parte dos textos na blogosfera são depoimentos de viagens: para praia, para montanha, para o interior, outro país, outro continente. O ser humano é impressionante. Precisamos explorar, conhecer lugares e mundos. O homem foi à montanha mais alta, no fundo oceano, nos pólos, no espaço, desceu na Lua e quer ir para Marte.

Eu, toda semana escrevendo este blog, tento ir pra dentro de mim, é essa a minha viagem.

21 de Outubro de 2012.

domingo, 14 de outubro de 2012

Super-Homem


Quem é da minha geração já deve ter se perguntado como ninguém reconhece que Clark Kent e o Superman são a mesma pessoa. Clark entra numa cabine, tira os óculos, tira o terno, desarruma o cabelo e pronto, fica irreconhecível e torna-se um super-herói.

Todos nós temos superpoderes, uma grandeza interior que está oculta. Só precisamos tirar nossas máscaras, despirmos de nossos medos, olhar além de nossos desejos egoístas e agir para o bem geral.

A pessoa que estamos destinados a nos tornar será irreconhecível para a pessoa que somos hoje.” – Yehuda Berg

14 de Outubro de 2012.

domingo, 7 de outubro de 2012

Rio

A chácara que morei quando criança era cortada por um córrego. Era muito pequeno no início, tanto que podíamos cruzá-lo com um passo e nos divertíamos construindo diques, mas, a água sempre dava um jeito de continuar. Mais a frente alargava, precisávamos de pulo para chegar à outra margem e, já fora dos limites da chácara, a única forma de atravessá-lo sem molhar os pés era cruzando uma pequena ponte de troncos. E ele continuava seu curso, crescendo, até desaguar na represa do Guarapiranga, que nunca me passou pela cabeça tentar cruzá-la.

Sei que de alguma maneira, aquele córrego venceria também esta represa, e aquelas águas um dia alcançariam o mar.

Quero ser rio, começar humilde, fazendo o caminho possível, vencendo os obstáculos com paciência, seguindo em frente, adquirindo força, expandindo e, quando chegar ao que parece ser o máximo, me lembrar que preciso continuar e me juntar a outras águas num oceano infinito.

07 de Outubro de 2012.