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domingo, 24 de novembro de 2013

Reconhecendo

À medida que estreitamos nossos relacionamentos, não é preciso o contato visual para reconhecer as pessoas, basta a voz. Reconhecemos uma pessoa querida ao ouvir o seu "Alô?!". Não é verdade?

À medida que envelheço vou melhorando meu relacionamento com o Divino. Sei que ele conversa comigo através dos pensamentos, o problema é reconhecer a voz certa. Quando jovem seguia muito uma voz que hoje eu chamo de Ego (meu principal inimigo), atrasava minha felicidade, escurecia o meu caminho, afligia meus pensamentos.

Como eu disse, melhorei o meu relacionamento com o Divino, e com esta melhora, aprendi a reconhecer sua voz, percebo que ela vem do coração e sabe do que eu preciso. Ainda erro de vez em quando, não é um problema de audição, mas de relacionamento: quanto mais íntimo, mais reconheço.


24 de Novembro de 2013.

domingo, 17 de novembro de 2013

Oposto

Falo muito neste blog sobre o Amor, de como é importante em tudo e também falo muito sobre o medo, que trava a gente, impede nossa caminhada. Inclusive, em publicações recentes, disse que o Amor é um templo e completei que o medo é uma sepultura.

O medo justifica as armas, o Amor determina a paz. O medo de perder é o apego, amar é libertar. O medo reage, o Amor cria.

O que eu quero dizer é que o oposto do Amor é o medo.

17 de novembro de 2013.

domingo, 10 de novembro de 2013

Afogado

Quando criança, no verão, era um costume da família passar o domingo na represa do Guarapiranga, que era muito próximo de casa. Lembro de um dia em que corria na água e caí num buraco e, por não saber nadar, afundei. Foi algo muito rápido, lembro de ver muitas bolhas, da sensação de desespero, mas, por sorte, meu pai estava perto e me puxou antes de me afogar.

Ainda bem que eu era pequeno, se eu fosse maior e no meu desespero por conseguir ar, talvez eu arrastasse meu pai para o fundo comigo. É muito difícil salvar alguém de um afogamento, a pessoa tem que confiar no seu salvador.

Assim, quando estivermos afundando, a melhor maneira de sermos resgatados é confiar em nosso Salvador e deixarmos sermos puxados para superfície.


10 de Outubro de 2013.

sábado, 2 de novembro de 2013

Oposto

Não fui uma criança que poderia ser chamada de medrosa. Não tinha medo de animais, de lugares altos, de escuro mas uma coisa eu tinha pavor: ser fechado em um lugar apertado, pequeno. Nunca consegui me esconder em armários, não conseguia atravessar tubos, até aqueles de playground, mesmo elevadores me dava um certo receio. Só de imaginar em uma situação de confinamento, o ar me faltava, sentia pânico.

Assim é o medo. Ele nos aprisiona, ele nos confina.


E se na publicação passada eu disse que o amor é um templo, o medo é uma sepultura.


02 de Novembro de 2013.