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domingo, 18 de novembro de 2012

Moinho


Quem não gosta de garapa (para alguns, caldo de cana)? Na minha infância e juventude, na época que morávamos na chácara, sempre colhíamos cana e moíamos no engenho (moenda ou moinho para alguns) do nosso vizinho.

Dava um certo medo de operar o engenho, de ele prender nossos dedos e estraçalhá-los, mas, com o cuidado necessário, a garapa era deliciosa e ainda sobrava para fazer o melado.

Tem gente que compara o mundo como um moinho e talvez ele seja mesmo. Estraçalha nossos sonhos, nossa vida, deixa só o bagaço. Acho que tudo é transformação, mesmo que sejamos pegos nesse engenho, ainda podemos escolher se somos o bagaço ou se nos tornamos néctar.

18 de Novembro de 2012.

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