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sábado, 6 de dezembro de 2008

Medo


Nem por um momento eu me senti inseguro em produzir o “Berelando...”. Era tão divertido. Sabia que de alguma forma alguém se alegraria ao recebê-lo. Na pior das hipóteses, eu me sentira feliz por tê-lo terminado.

Às vezes eu sinto medo. Não aquele tipo de medo que tinha quando criança, de ficar sozinho, de monstros imaginários... A gente vai crescendo e nossos medos vão sendo trocados, talvez por outros piores. E nem falo aqui do medo da violência, esse independe da nossa vontade (na maioria das vezes). É o medo de não atender as expectativas (de chefes, da sociedade...), de não haver mais tempo ou disposição para realizar nossos sonhos e outros tantos medos “adultos”. O medo de errar, o medo de magoar alguém... tantos medos que perdemos a vontade de agir e o resultado já sabemos: ansiedade, angústia, tristeza.

Bem, acho que não tem como fugir desses medos, porém, não podemos ficar parados, com medo de agir. Para ajudar, a gente sempre pode se fazer algumas perguntas:

“- Quais serão as conseqüências deste ato?”;
“- Será que farei mal a alguém (ou a algo) ou tornarei alguém infeliz?”;
“- Será que realmente é isso que eu quero?”


Seja sincero nas repostas e não tenha medo de ser feliz.

06 de dezembro 2008.

8 comentários:

Valdecir disse...

Dizem que o medo pode ser um pderoso aliado. Somente quando conservamos o medo que temos de alguma coisa, é que podemos dar a ela sua real dimensão. O medo não é no final das contas ruim de todo. Quem nunca sentiu medo de se declarar à pessoa que ama? Quem nunca tremeu antes de uma entrevista de emprego, ainda que só um pouquinho? É o nosso medo que nos torna fortes, pois enfrentá-lo é um ato de superação. Estou me lembrando de uma mãe que mergulhou num córrego para tirar de lá o filho que havia caído. Ela sequer sabia nadar, mas o medo de perder o filho foi maior do que o medo que tinha da água. Conheço também histórias de pessoas que desafiaram, e perderam, a vida, brincando com motocicletas ou com carros velozes. Mas não precisamos ficar nos exemplos extremos. Há com certeza uma história parecida na vida de cada um de nós, um momento de superação em que o enfrentamento se fez necessário e assim, as dificuldades foram superadas. Gente que sempre teve pavor de falar em público que foi convidada a discursar de última hora, a apresentar um seminário porque o colega que faria isso faltou, gente que teve de resolver um problema de família e por aí vai. Assim, tanto faz parte de nossa vida sentir medo, como enfrentá-lo, respeitando nossos limites e nossa capacidade.

Anônimo disse...

Medo:falta de Fé.
Quando fazemos algo do fundo da alma, com com toda a Fé (pouca) que temos, nos superamos. Penso que um poder superior a nós, é ciente de nossa "situação pequena de elevação", e sendo conhecedor do ser humano, este poder superior nos permite sentir medo...para ver se nos encorajamos a ser maiores.

Grande beijo

Deby Orfali

ADNA disse...

todo guerreiro ja ficou com medo de entrar em combate.
...
Todo guerreiro já perdeu a fé no futuro.
Todo guerreiro já trilhou um caminho que não era dele.
Todo guerreiro já sofreu por bobagens.
...
Todo guerreiro já achou que não era guerreiro.
Todo guerreiro já falhou em suas obrigações.
Todo guerreiro já disse "SIM" quando queria dizer "NÃO".
Todo guerreiro já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro; porque passou por estes desafios, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.

Paulo Coelho
lembra que me passava isso?

ADNA disse...

O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.
Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha receio de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova chance para si mesmo.
O maior medo do ser humano, depois do medo da morte, é o medo da dor. Dor física: um corte, uma picada, uma ardência, uma distenção, uma fratura, uma cárie. Dor que só cessa com analgésico, no caso de ser uma dor comum, ou com morfina, quando é uma dor insuportável. Mas é a dor emocional a mais temível, porque essa não tem medicamento que dê jeito.
Parece absurdo que alguém possa sofrer num dia de céu azul, na beira do mar, numa festa, num bar. Parece exagero dizer que alguém que leve uma pancada na cabeça sofrerá menos do que alguém que for demitido. Onde está o hematoma causado pelo desemprego, onde está a cicatriz da fome, onde está o gesso imobilizando a dor de um preconceito? Custamos a respeitar as dores invisíveis, para as quais não existem prontos-socorros. Não adianta assoprar que não passa.

Mari disse...

Para mim, o pior de sentir medo é quando esse medo fica tão insuportavelmente grande que, por vezes, perco a noção... Conheço uma pessoa que costumava me dizer que, quando ele se imaginava em uma determinada situação e começava a se envolver nela, de forma sentimental intensa, passava a vivenciar aquele medo, aquela angústia, de forma tão real que suava, ficava gelado, chorava...
Essa "falta de noção" (ou seria excesso?) realmente me assusta...
Os medos adultos são tão reais e tão ímpares à cada Ser Humano, que é difícil decifrá-los, entendê-los. Normalmente, as situações em que mais sofremos, são aquelas perante as quais temos mais medo de sofrer...
Mas o medo é um instinto de sobrevivência. Precisamos dele para nos mantermos vivos em siatuações extremas e, na minha opinião, principalmente para mantermos a calma em situações emocionais extremas...
Cada um sabe onde seu calo aperta! Cada um sabe do seu maior medo e, assumi-lo perante si mesmo, para mim, é um grande passo rumo a minimizá-lo!
Beijos, querido amigo! Espero que continue sem medo de nos escrever sobre esses sentimentos comuns, mas tão íntimos, que sempre nos fazem pensar... E até sentir medo (?)
=)

Ve disse...

Confesso!
Tenho medo de altura. Medo não. Pavor.
Fui surpreendida com esse medo que toma conta do meu ser...minha musculatura fica tensa as mãos começam a suar. Fico tremendo!
Mas estou conseguindo superar...Já consigo ficar em determinadas alturas sem sentir esse pânico.
O medo é importante tê-lo para evitar situações perigosas que colocam nossa vida em risco. Por isso, digo que o medo é bom e nos ajuda muito.
Porém, como tudo na vida, o exagero é muito perigoso. Medo é bom. Pavor de tudo é outra história.
Beijos
Ve

Walkiria Rodrigues disse...

Acredito que o medo seja algo inerente ao ser humano. O que não é natural é não enfrentá-lo por covardia. Recuar muitas vezes é preciso, mas por sabedoria. Acho também que o medo faça parte do nosso instinto de preservação,se assim não fosse nos arriscaríamos todos os dias.

Renata disse...

"O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação."


"Se você ter medo de errar você nunca vai tentar e se você nunca tentar você nunca vai conseguir."

bjim